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quarta-feira, abril 29, 2026
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Após desentendimento, homem coloca veneno na água de beber da mãe em Varjão de Minas

Na noite da última segunda-feira (16), a Polícia Militar prendeu um homem de 36 anos acusado de envenenamento de água potável em Varjão de Minas. Segundo o relato policial, o crime ocorreu após um atrito familiar com sua mãe. O acusado colocou veneno para matar mato (roundup) em garrafas de água armazenadas na geladeira. Apesar de confessar o ato, ele negou ter tido a intenção de envenenar sua mãe.

O caso teve início por volta das 15h, quando o homem foi até a casa da mãe, alterado, e pediu comida. Após ser atendido, ele jogou a vasilha de comida no chão, proferindo palavrões. No local estavam também dois netos da mulher, de 18 e 9 anos, que presenciaram a cena e se afastaram temendo agressões.

Segundo o relato de uma das netas, o homem foi ao fundo da garagem, mexeu em alguns objetos e, em seguida, entrou na cozinha. Momentos depois, ele deixou a casa. Pouco tempo após sua saída, a jovem foi até a geladeira e percebeu que duas garrafas de água apresentavam uma cor esbranquiçada e um cheiro estranho. Ela alertou a avó, que lembrou da existência de um recipiente de roundup na garagem. Ao verificar o local, a mulher constatou que o recipiente não estava mais lá.

Durante as diligências, o suspeito foi localizado em sua residência, junto com o recipiente de veneno. Ele admitiu ter diluído o produto nas garrafas de água que estavam na geladeira da mãe, mas afirmou que pretendia usar a substância no próprio quintal e não tinha intenção de prejudicar os moradores.

A Polícia Militar deu voz de prisão em flagrante ao acusado pelo crime de envenenamento de água potável para uso particular. Ele foi conduzido à sede do grupamento PM de Varjão de Minas para registro da ocorrência e, posteriormente, encaminhado à delegacia de plantão em Patos de Minas, onde o flagrante foi ratificado pela autoridade policial.

A pena para o crime de envenenamento de água potável pode chegar a 15 anos de reclusão. A Polícia Militar reforça a importância de denunciar qualquer situação de violência ou ameaça à segurança pública.

Matéria: Gilberto Martins