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quarta-feira, abril 29, 2026
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Funcionário vítima de bala perdida disparada pelo patrão em festa fica paraplégico e passa a viver de doações em São Gotardo

A vida de Antonio Augusto Fonseca, de 17 anos, mudou drasticamente na noite do dia 28 de dezembro de 2024, quando ele foi atingido por um disparo de arma de fogo durante uma festa de cavalgada em São Gotardo, no Alto Paranaíba. O adolescente ficou paraplégico e passou a depender da família para fazer tudo.

O tiro foi disparado para o alto por Sebastião Camargos de Oliveira, 29 anos, patrão de Antonio. A bala atravessou a medula e perfurou o pulmão do adolescente.

Além da perda da mobilidade, que trouxe uma série de desafios diários para a família, as sequelas do acidente também causaram sofrimento emocional para ele e os familiares. A mãe de Antonio, Stefane Gabriela de Oliveira, precisou abandonar o emprego de professora para cuidar do filho em tempo integral.

“O Antonio voltou para casa com uma traqueostomia. Neste momento, acabamos de sair de uma consulta com o neurologista que disse que o caso dele por pouco não foi uma tetraplegia. Odico foi bem sincero, falou que não era para ele estar vivo e que ele deve permanecer em reabilitação, já que não há uma cirurgia que possa ser feita”, lamentou.

Stefane também contou que não teve qualquer ajuda da família do ex-patrão de Antonio. Sebastião Camargos de Oliveira é filho do vereador Roberto Carlos de Oliveira, conhecido na cidade como ‘Robertinho da Garagem’.

“Eles desapareceram. O Antonio trabalhava para o Sebastião e eles não prestaram nenhum amparo após o crime. A família dele diz que ele e o Antonio eram como irmãos, mas que irmão é esse? Se fosse realmente, não teria fugido após ter dado o tiro que acertou meu filho”, desabafou.

A reportagem procurou o vereador para comentar sobre o caso, porém, ele encerrou a ligação e não atendeu mais ao telefone.

O irmão de Sebastião, Roberto Neto, negou as acusações da mãe de Antonio e afirmou que a família tenta contato para contribuir com o estado de saúde da vítima, porém, segundo ele, as ajudas estariam sendo recusadas pela família da vítima.

Fonte: G1  /  Paranaíba Agora