...
quarta-feira, abril 29, 2026
Início Destaques Detento que teria sido estuprado em penitenciária relata ter sido ameaçado por...

Detento que teria sido estuprado em penitenciária relata ter sido ameaçado por facção criminosa, em Patrocínio

Nesta última semana, o advogado de um rapaz de 22 anos, que afirma ter sido estuprado por um colega de cela na penitenciária de Patrocínio, conseguiu conversar com o cliente, obtendo novas informações sobre o caso. O advogado criminalista Dr. Erick Willian Couto esteve em contato com a reportagem do portal Clube Notícia e relatou que o detento, de 22 anos, sofre de depressão, bipolaridade, ansiedade e insônia.

Ainda segundo o profissional, por esse motivo, seu cliente passou por avaliação psiquiátrica na Penitenciária Deputado Expedito de Faria Tavares, na qual teriam sido recomendados dez comprimidos de quatro medicamentos: dois de clonazepam, três de amitriptilina, quatro de carbamazepina e um de risperidona.

“Em razão do uso desses remédios, […] quando ele dorme, ele perde o sentido por completo. Ele falou para mim que ficou literalmente desacordado e realmente não viu, não conseguiu constatar durante a ocorrência do ato sexual que estava sendo abusado. Ele soube quando acordou e sentiu dores no ânus, que estava sujo de fezes”, afirmou o advogado.
Durante a conversa com o detento, que aconteceu por videoconferência, o rapaz teria informado também sobre uma suposta ameaça que teria recebido de uma facção criminosa antes de registrar o caso diretamente na delegacia de Polícia Civil. Posteriormente, o acusado de cometer o estupro foi transferido para outra unidade prisional, ocasião na qual a vítima teve coragem de denunciar – de fato – na delegacia.

Dr. Erick William Couto explica que, a partir das investigações, se comprovada a ocorrência do estupro, ele pretende tomar providências cabíveis quanto à omissão do Estado. “O indivíduo acautelado, como é o caso do meu cliente, está sob custódia do Estado, que tem a obrigação da sua incolumidade física, psicológica”, afirma.

O advogado acrescenta ainda que, verificado o crime, ele será qualificado como estupro de vulnerável, uma vez que o jovem detento estava desacordado no período que acredita ter sido abusado.

O departamento de jornalismo entrou em contato com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP), que informou não haver novidades sobre o caso que segue sob investigação criminal.

Confira a entrevista com o advogado Dr. Erick William Couto:

Matéria: Toninho Cury