A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito que apurava um suposto esquema de desvio de valores em uma construtora de Patos de Minas. Uma ex-funcionária da empresa foi indiciada por estelionato após a investigação apontar que ela teria recebido pagamentos de clientes em uma conta bancária particular.
Conforme a apuração policial, a mulher fazia parte do quadro de funcionários da construtora desde 2022 e, ao longo do período em que trabalhou no local, passou a atuar em funções ligadas ao setor financeiro. Com acesso aos procedimentos de cobrança e recebimento, ela teria aproveitado a posição para realizar movimentações que levantaram suspeitas.

Segundo a Polícia Civil, clientes teriam sido orientados a efetuar pagamentos por meio de PIX para uma conta de titularidade da investigada. A justificativa apresentada seria a existência de dificuldades no sistema bancário ou a possibilidade de obter descontos em parcelas.
A investigação indica ainda que, após os pagamentos, documentos de quitação teriam sido fornecidos aos clientes como se os valores tivessem sido destinados à empresa. Os policiais também apuraram o lançamento de informações no sistema interno que, segundo o inquérito, teriam o objetivo de dificultar a identificação das irregularidades.
A suspeita foi descoberta depois que um cliente comunicou à empresa que havia recebido instruções para pagar diretamente uma conta pessoal. A partir disso, os responsáveis pela construtora realizaram uma conferência interna e identificaram outros casos semelhantes.

A auditoria realizada pela empresa apontou que os supostos desvios teriam ocorrido entre 2024 e 2025, com prejuízo estimado em aproximadamente R$ 200 mil. Parte dos valores foi identificada por meio de comprovantes de transferências e registros de cobranças que, segundo a investigação, não teriam sido repassadas ao caixa da empresa.
Os proprietários da construtora informaram à Polícia Civil que a funcionária era considerada uma pessoa de confiança e que o vínculo de trabalho foi encerrado após a descoberta das suspeitas.
Durante o depoimento, a investigada, acompanhada de sua advogada, decidiu permanecer em silêncio e informou que pretende apresentar sua versão dos fatos em momento oportuno.
Ao finalizar o inquérito, a Polícia Civil realizou o indiciamento pelo crime de estelionato. O caso foi encaminhado ao Ministério Público e ao Judiciário, que irão analisar as próximas medidas.
Fonte: Polícia Civil de Minas Gerais
































