...
quinta-feira, abril 9, 2026
Início CARMO DO PARANAÍBA Duas escolas de Carmo do Paranaíba estão na lista da SEE/MG para...

Duas escolas de Carmo do Paranaíba estão na lista da SEE/MG para possível adesão ao modelo cívico-militar

A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) iniciou o processo de consulta às comunidades escolares da rede estadual sobre a adesão ao Programa das Escolas Cívico-Militares, promovido pelo Governo de Minas. Ao todo, mais de 700 instituições de ensino estão na lista para avaliar o interesse na adesão ao modelo. Entre elas, duas escolas de Carmo do Paranaíba foram incluídas na relação oficial:

Escola Estadual Amadeu Gonçalves Boaventura

Escola Estadual Professor José Hugo Guimarães

A SEE/MG enviou um comunicado às Superintendências Regionais de Ensino (SREs) no dia 30 de junho, solicitando que as unidades consultem seus professores, funcionários, estudantes e familiares até o próximo dia 18 de julho. A decisão final sobre a implementação será feita com base nessas consultas, mas não necessariamente todas as escolas com manifestação favorável serão contempladas, conforme esclarecido pela secretaria.

Sobre o modelo
O Programa das Escolas Cívico-Militares propõe uma gestão compartilhada entre educadores e militares — geralmente da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. A parte pedagógica e o currículo permanecem sob responsabilidade da SEE, enquanto os militares atuam na gestão administrativa e disciplinar, promovendo valores como respeito, responsabilidade e cooperação.

Segundo a pasta, o modelo já foi implantado em nove escolas da rede estadual, com impactos positivos no clima escolar, engajamento estudantil e na convivência entre escola e comunidade. Dados apresentados pela SEE apontam crescimento no Ideb e redução da evasão escolar nessas unidades.

Críticas

Apesar dos dados apresentados pelo governo, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) se posicionou de forma contrária ao programa. Em nota, o sindicato criticou o modelo por substituir a autonomia pedagógica das escolas por uma lógica autoritária, baseada em disciplina rígida e presença ostensiva de militares. A entidade defende melhorias estruturais como a valorização salarial, realização de concursos públicos e melhores condições de trabalho como caminhos mais eficazes para resolver os desafios da educação pública.

Próximos passos

As assembleias escolares devem acontecer até o dia 18 de julho e contar com a participação de todos os segmentos da comunidade escolar. O resultado da consulta será encaminhado à SEE/MG para análise, que levará em conta critérios técnicos e institucionais antes da definição final.

Matéria: Gilberto Martins