O período chuvoso em Minas Gerais caminha para o fim e, com isso, deixa acesa a expectativa por redução no volume de chuvas. No entanto, ainda são esperados acumulados maiores em pelo menos duas regiões do estado. O Governo do Estado, por meio da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), segue focado nas ações de enfrentamento às consequências dos eventos climáticos. Para as pessoas, continua a orientação para que se atentem às medidas de autoproteção.

O militar reforça que ainda há chuvas previstas para fevereiro que vão exigir a atenção aos mineiros. Vale lembrar, também, que o período chuvoso em Minas Gerais, historicamente, vai até março.
“Pedimos que a população não subestime um dia de sol. Estamos no período chuvoso e é muito comum a formação de tempestades, sobretudo no final do dia, e elas podem, sim, provocar áreas de alagamento. Por isso, é importante que o cidadão acompanhe a previsão do tempo e os alertas da Defesa Civil”, reforça o tenente-coronel.

“Havendo qualquer tipo de evento severo que propicia tempestades, chuvas de granizo, ou até mesmo chuvas volumosas, o cidadão que se cadastrou vai receber essa informação e terá condições de antecipar medidas de autoproteção e organizar melhor a gestão do seu dia a dia, correndo assim menos riscos”, detalha o coordenador adjunto da Defesa Civil.
Estradas
Neste momento, muitas pessoas já se preparam para pegar a estrada no feriado prolongado do carnaval. A possibilidade de chuvas é um fator importante para quem pretende viajar.

“Foi mobilizado pelo Comando de Policiamento Rodoviário, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem (DER-MG) um serviço de monitoramento indicando aquelas rodovias que estão parcialmente ou totalmente isoladas. Esse mapeamento está disponível também no site da Defesa Civil do Estado, espaço em que o cidadão pode consultar previamente e estabelecer seu planejamento de viagem”, informa.

O coordenador adjunto da Cedec explica que o atual período chuvoso, de 2022 para 2023, foi de chuvas volumosas, mas diferente do anterior, porque elas vieram mais espaçadas e acabaram sendo mais distribuídas dentro do estado, sem atingir severamente e por vários dias uma mesma região.
“Foram muitas chuvas que exigiram do Estado uma atuação bem específica em apoio aos 244 municípios que temos, hoje, em situação de emergência ou calamidade”, explica.
O tenente-coronel Eduardo Lopes lista as principais medidas tomadas para auxiliar essas cidades.
“O Governo de Minas Gerais, por meio da Defesa Civil, realizou ações preparatórias ao enfrentamento do período chuvoso. Uma ação de destaque foi o estabelecimento do grupo estratégico de respostas, que integra todas as secretarias e também as forças de segurança, de forma a atuar sinergicamente no apoio aos municípios afetados pelas chuvas. Uma outra entrega importante foi a estruturação das defesas civis municipais, por meio de 479 kits que contemplam viaturas, notebooks, equipamentos de atuação em campo, permitindo assim que a defesa civil municipal tivesse condições de se preparar melhor e também acontecendo um evento grave, ter condições de prestar o primeiro atendimento”, detalha.

As ações ainda contemplam o fornecimento de ajuda humanitária aos desabrigados e desalojados. Segundo o balanço da Cedec dessa segunda-feira (30/1), já foram distribuídas 8.675 cestas básicas, além de 2.911 colchões, 2.678 kits dormitório (fronha, lençol, travesseiro e cobertor ou manta casal), kits de higiene (com sabonete, papel higiênico, absorventes, escova e creme dental), e mais de 6,5 mil itens avulsos, como roupas, kits de limpeza, alimentos, fraldas, entre outros.
De acordo com o boletim da Defesa Civil desta terça-feira (31/1), desde o início do período chuvoso, Minas Gerais registrou 21 óbitos. Há 2.098 pessoas desabrigadas – que precisaram ir para abrigos públicos por conta de danos ou ameaças de danos em seus imóveis -, e 11.637 pessoas desalojadas, que são aquelas que também precisaram desocupar seus domicílios em decorrência de efeitos diretos do desastre, mas se abrigaram nas casas de parentes ou amigos.
Fonte: Agência Minas


































