CPI da Copasa em Carmo do Paranaíba recebe relatório final e aponta diversos erros cometidos pela concessionária

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A polêmica envolvendo a Copasa e o Poder Legislativo de Carmo do Paranaíba ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (20). De acordo com as informações do vereador Albert Reis, presidente da CPI que investiga irregularidades da concessionária na cidade carmense, foi aprovado um relatório final acompanhado pelo laudo técnico realizado por um engenheiro agrícola e ambiental.

Segundo as informações repassadas à nossa redação, foram apontados diversos erros cometidos pela Copasa como o atraso no cumprimento do cronograma e entrega de obras de coleta e tratamento de esgoto na cidade, sendo que no distrito de Quintinos nenhuma obra foi realizada.

Também foi detectada a inexistência de uma casa de desinfecção UV que, de acordo com o relatório final, o esgoto coletado é devolvido para o meio ambiente sem a eliminação dos coliformes fecais, contribuindo assim para a contaminação de até 30 km toda a produção e a produção que vivem às margens do rio Paranaíba e do córrego do Taboão.

Além dessas irregularidades apontadas, também foi constatado que houve falta de fiscalizado por parte do poder executivo municipal durante o processo de concessão do serviço. Dessa forma, por consequência houve a alta cobrança da taxa de esgoto e da água tratada.

Ainda segundo de acordo com o vereador, o relatório agora sendo para aprovação dos demais vereadores e, se for aprovado, ele será encaminhado para o Ministério Público para que seja iniciada uma ação judicial pedindo a imediata suspensão da taxa de esgoto e a devolução do que já foi cobrado da população.

O relatório também deverá ser encaminhado para a Prefeitura Municipal, sugerindo que o prefeito Dr. César, assuma a postura como manda a lei e que posicione contra os descumprimentos das cláusulas contratuais por parte da Copasa.

De acordo com o Albert, ele e os demais membros da CPI defenderam o interesse do cidadão carmense e que eles têm todo o embasamento técnico e jurídico para oferecer e fornecer aos órgãos que podem executar as ações sugeridas.

Texto: Gilberto Martins

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