Carmense Blenio Blues é o único representante brasileiro no 13º festival internacional quito blues, no equador

Quito, a capital do Equador, foi sede do Festival Internacional Quito Blues que acontece anualmente em agosto.

Com participações de músicos, bandas, poetas, dançarinos e artistas plásticos de quase todos os países latino-americanos, além de artistas franceses, espanhóis e dos Estados Unidos, a edição desse ano contou com a participação do músico carmense Blenio Blues.

A 13ª edição aconteceu com apresentações transmitidas on-line, via redes sociais devido à pandemia. O festival que já teve algumas edições em outros países como: Quito Blues México, Quito Blues Colômbia, Quito Blues Miami, organizados pelo produtor geral Carlos Patrício Recalde, preparou a primeira edição Quito Blues Brasil, que aconteceria nos dias 14 e 15 em Uberlândia e dia 16 de maio em Carmo do Paranaíb

De acordo com Blenio sua participação foi importante para levar a música até as pessoas. ‘Vale lembrar que nossa participação em 2021 está garantida nas edições no Equador e no México’, afirmou. Ainda de acordo com o músico, a expectativa é que o Festival Quito Blues Brasil aconteça em Carmo do Paranaíba em 2021.

Em entrevista Blenio agradeceu a família e aos carmenses que sempre o apoiaram.  ‘Em especial quero agradecer os músicos Bráulio Barbosa, Breno Veloso, Fernando Boaventura, Flávio Andrade, Gabriel Mafra, Guilherme Carneiro e Igor Cupim que me acompanham nesse projeto’, concluiu.

 

TERCEIRO DISCO DA TRILOGIA DEVE SER LANÇADO AINDA ESTE ANO

Em seu trabalho solo Blenio passeia por vários estilos musicais que vão desde um blues com raízes nacionais a um martelo agalopado (ritmo nordestino), passando pela música caipira com influências de psicodelia dos anos 60, 70 e rock and roll dos anos 50.

O primeiro Ep intitulado ‘Blenio Blenio Blenio’ lançado em 20 de junho de 2019 teve participação de músicos da banda Pássaro Vivo de Patos de Minas. Foi gravado no estúdio Daum Rec com produção de Alan Girardeli e Blenio Blues. A capa minimalista é um desenho feito por suas filhas e todas as músicas são de sua autoria.

O seu segundo EP, lançado em 19 de setembro de 2019 com o título ‘Face’, contém quatro faixas conta com participações de Alan Giradeli (baixo) e Ciro Nunes (bateria). Bráulio Barbosa toca harmônica na faixa ‘Whisky e blues’. Na música ‘O Pobre e o Rico’ participaram: Guilherme Carneiro (guitarra), Sérgio Ricardo (baixo). Na música ‘Beijo no Asfalto’ participaram: Igor Cupim (guitarra), Professor Serginho (Sax tenor, sax alto e arranjo dos metais) e Rodrigo Lana (piano). A capa é assinada por Vagner Oliveira e foto de Zé Guilé. Com músicas que falam do universo blues o EP foi gravado no mesmo estúdio do primeiro e com a mesma produção.

As músicas podem ser ouvidas nas principais plataformas de streaming como: You Tube, Spotify, Deezer entre outras. Blenio Blues está nas redes sociais e faz questão de lembrar. ‘O terceiro EP que fecha a trilogia está em fase de produção e será lançado em breve’,finalizou.

Blenio Blues

Com a banda Flowers participou de vários festivais de música e arte em Uberaba-MG e região. Nos anos 90 a 95 o grupo que tocava clássicos do rock, marcou o cenário estudantil sendo considerada uma das melhores e mais ativas bandas de rock da época. Como guitarrista e vocalista na banda Urublues, lançou uma Demo-Tape com seis músicas que foram o embrião do CD ‘Não perdi o trem’, lançado em 1998 (Com incentivo da Prefeitura de Jaraguá do Sul-SC).

Com inúmeras apresentações no Teatro Carlos Gomes, Fundação Cultural de Blumenau, de Jaraguá do Sul  e de Joinville. Além de praças e eventos como Stammtisch, ShutzenFest e Oktoberfest. Participou como músico sonoplasta da banda GRRR dentro da peça de Teatro ‘O Cio das Feras’ dirigida por Alex Venera e se apresentou em 15 cidades de Santa Catarina-SC, em escolas, parques, praças, teatros, Igrejas e diversos locais públicos. (1998-1999).

Participou da Semana da Arte Voluntária, realizada em ruas e praças de Blumenau-SC.(2000). Produziu e lançou de forma independente o CD ‘Urublues Ao vivo e a cores’ (2000) e se apresentou em mais de 30 cidades de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Com a banda Colonos rebeldes lançou um Cd homônimo em 2002 e participou do Cd ‘Simbiose múltipla’ (2003), além de um vídeo em Super 8 ainda inédito. Foi um dos idealizadores e organizadores do MPBLU (Movimento da Música e poesia Blumenauense 2002-2003). Movimento que deixou marcas profundas na música e cultura blumenauense nos anos 2000.

Participou na organização e execução do Projeto ‘Fase Terminal’ que levou música e poesia aos terminais urbanos de ônibus de Blumenau-SC (2000-2003) com apoio da Fundação Cultural de Blumenau. Em 2012 participou do Projeto MPBLU 10 anos que produziu e lançou um DVD com as bandas do movimento tocando ao vivo no Teatro Carlos Gomes em Blumenau-SC. O projeto teve incentivo da Fundação Cultural de Blumenau e resultou em mil cópias de DVD e mais uma página escrita na história da música autoral blumenauense.

De 2003 a 2008 viveu em New York onde pôde ter contato direto com músicos como BB King, Buddy Guy, Johnny Winter, Greg Allman, John Hammond Jr., George Clinton, Bo Didley e o grande Les Paul de quem ganhou um autógrafo personalizado em sua Gibson Les Paul Custom.

Em 2016 co-produziu e lançou de forma independente o CD homônimo ‘Matéria Escura’ com apresentações nos festivais Marreco e Pato Rock de Patos de Minas.

Participou na organização e como artista no Festival Gorila de Música Autoral e Grito Festival de Música Independente nos anos de 2015 a 2019 na cidade carmense. Em 2019 lançou dois Eps ‘Blenio, Blenio. Blenio’ e ‘Face’.

Matéria: Fernando Alvim  /  Fotos: Wal D’avila

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